segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Noite quente de inverno.

Vontade de ficar aqui o resto da noite sentada em frente à este computador. Com este mesmo vestido indiano, cabelo molhado , preso num coque frouxo e posição desconfortável, mas ainda ficaria aqui. Só que agora eu tenho alguém para amar. Seria então, um desperdício desrespeito eu continuar aqui. Por isso vou sair e fazer com que a noite não continue tão egoísta, tão... Só minha.
Vou fazer isso por mim.
Vou fazer isso por nós!

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Olhei da janela agora e vi um foco de incêndio no morro. Pensei que era início, mas era fim: de fogo e de papo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um belo e estranho dia pra se ter alegria!

É manhã de agosto. Céu típico de agosto - com o azul mais bonito de todos, meio embaçado e sem núvens- gosto dele assim. O dia começou bem. Como um milagre, levantei antes  mesmo que o despertador tocasse, talvez seja mesmo um milagre. Me troquei rápido e saí de casa. Tão rápido o quanto, o ônibus passou.
Nem parece dia de viagem cancelada: era pra eu estar inconsolável, mas estou bem.
Meus ouvidos já estão sabendo de cór que as lojas lançaram suas coleções primavera-verão, que tem festa boa no sábado e tantas outras coisas que nem me importam, porém, os carros de propaganda repetem isso a toda hora a todo o lugar. Os sapatos fluor que eu tanto queria no último verão e não os encontrava em lugar algum, agora estão abarrotando vitrinas de sapatarias. Não quero mais. Todas as "moderninhas" vão usar.  Agora perdeu a graça.
.Por hora é só. Ainda são 9:30 da manhã. Tem muito dia bonito pela frente!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Singela homenagem!

Hoje vou cantar a nossa música. Vou cantar pra você. E vou torcer para que esteja ouvindo aí no lugar mais lindo que já existiu.

Façamos de Conta!

Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO


Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.


Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.


Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.


Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.


Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.


Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.


Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.


Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.


Martha Medeiros

In the light

"And if you feel that you can't go on. And your will's sinkin' low
Just believe and you can't go wrong.
In the light you will find the road. You will find the road"

Led-Zeppelin

There is still a light that shines on me.

E quando eu estou com a cabeça em você, não tem como acontecer de outra forma. Nos meus olhos ficam brilhando lágrimas que eu nao queria ter, não queria... O que eu queria mesmo era você aqui. Que não fosse em fotos ou em recordações. Que fosse aqui, em carne, palavras e sorrisos novos que eram só meus todas as manhãs. Já não tenho mais o que pensar ou escrever sobre isso. Queria apenas apagar da minha vida o dia em que nos despedimos, digo, nunca nos despedimos. O dia em que fui obrigada a ver você indo embora de mim, o dia mais triste da minha vida, dia em que amputaram minha metade e levaram embora. Nenhum 24 de agosto vai brilhar mais, nenhum 24 de agosto vai ser tão dolorido quanto aquele. Nenhuma palavra existe, que seja capaz de expressar o tamanho peso do meu coração agora. Nenhuma.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mas já?!

Foi de dar nó na garganta. Repentinamente veio o medo. Medo de virem os meios-abraços, medo de ver as palavras de afeto se escondendo ou simplesmente sumindo, indo embora pra não voltar mais naqueles lábios. Parece bobo pra você, é assustador pra mim, porém.
E para aquele momento, a fragilidade me caiu como um chapéu panamá num dia de sól, não saiu de mim. Até agora não saiu...

"Fiquei com medo do pra onde caminhava. Fiquei assustada com quem era eu. E no medo, me isolei. Se alguém for bancar o herói, essa é a hora."

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

shiiiu...

Fala baixinho, mas bem baixinho, da forma que eu mal possa escutar, que apenas eu possa escutar. Não quero que saibam que você está aqui. Não quero que te levem embora, que arranquem você de mim. Diz que vai continuar aqui, diz?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bye!

Hoje vou me despedir, sem pensar, de todos os corações, ursos, flores e tudo aquilo que já não me cai bem e está guardado nas gavetas. Que venham as coisas novas. Estou fresca e pronta para elas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Novidade à vista!

Dessa vez é diferente. Eu sinto que é. Não estou nada preocupada com o tombo. A única coisa que tem me interessado é a paisagem tão bonita aqui de cima das núvens.
Todas as vitrines de sapatos vermelhos, esmaltes novos, musicas calmas, perfumes de verão, tudo isso, agora é pouco! Pouco diante do que meus olhos têm captado aqui do alto. Alto das núvens, de mim...o mais alto que já me elevei em toda essa vida. Não quero descer nunca mais. E se por alguma razão isso acontecer, que eu encontre outras núvens no caminho, tão grandes e distantes o quanto puderem ser!