quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O mundo.


Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia; conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem
queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.

Eduardo Galeano.

Pega e vai!


Permita-se. Chore com vontade. Diga bom dia. Trabalhe com amor. Ande descalça. Agradeça a cada manhã. Silencie. Presenteie.Contemple a lua. Ouça. Tome banho de chuva. Beije com tesão. Dance até criar bolhas nos pés.
Ajude quem precisa. Pinte um quadro. Compre uma flor. Erre. Dê um telefonema. Reflita. Ande de bicicleta. Ame. Ore. Faça careta para o chefe longe dele. Batalhe. Tome sorvete. Peça desculpas. Observe. Conte um história. Reforme um móvel. Encante. Lave louça. Olhe pro céu. Confie em você. Saia com os cabelos molhados. Sinta prazer. Dê asas a sua criatividade.  Use filto solar. Conte estrelas. Pinte as unhas. Cante no banho. No carro. Sinta saudades. Mate-a. Tome seu suco preferido. Lembre de alguém que já se foi. Não se aproveite dos outros. Faça poses em frente o espelho. Durma bem. Leia. Tenha fé. Revele uma fotografia. Brinque. Perdoe. Acredite em anjos. Pergunte. Deite no chão. Escreva um bilhete. Aguente firme. Vista branco. Dê um mergulho. Seja a alegria de alguém. Faça bolhas de sabão. Converse. Celebre cada dia. Ria de você mesma. Tenha borboletas na barriga. Queira bem. Cultive amigos. Faça cafuné. Eleja um escritor favorito. Seja simples. Saboreie.Cuide do que lhe pertence. Acredite em milagres. Agarre as oportunidades. Reconheça seus erros. Aprenda. Veja o pôr do sol. Pise na grama.  Abrace calorosamente. Faça surpresa. Seja surpresa. Dê um tempo. Siga sua intuição. Use a imaginação. Dê as mãos. Zele por você. Pense nas possibilidades. Sussurre. Faça seu tempo. Viaje no seu pensamento. Liberte-se. Enxergue. Comece por você a mudança que quer ver no mundo. Viva!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ai, os quereres!

Deseje, deseje firme e bem forte. E torça, torça pra vingar...
Isso te alimenta os dias. Te exercita a alma.

Já foi!

Passou veloz. Me convidou quase implorado pra não deixá-la ir embora. A opotunidade mais uma vez me estendeu as mãos.
E eu?
Tive medo...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Assim foi e sempre será.

Hoje eu já consigo me orgulhar dos pés machucados pelas pedras que, acidentalmente, acabei pisando pelo caminho... Deixei pra trás e retomei meu rumo. Com os pés ardendo, um sorriso no rosto.
E a vida segue, até que...sei lá.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tarde, doce tarde.

Numa dessas tardes de sábado - sendo mais específica, a última tarde de sábado - depois de um dia debruçada em montantes de apostilas, eu me deparei com um céu lindo que trazia de brinde um arco-íris, desses que roubam a cena de qualquer núvem quando aparecem pelo céu. Havia também um tanto de outras coisas nem tão bonitas assim naquele sábado. Tinha Aniversários, os quais eu não consegui vencer o cansaço pra desejar os parabéns pessoalmente e dar abraços e ver sorrisos. Tinha física, calculos e fórmulas que não queriam, nem por um segundo, sussegar em minha cabeça. Tinha pessoa, uma em especial, que queria minha companhia por mais tempo do que eu estava disposta a ficar e muito mais intensamente do que eu me permiti ser. Mas no fim da tarde de sábado, o arco-íris estava lá, sorrindo pra mim. Foi assim que todo o resto virou apenas resto. Mais uma vez meu dia valeu à pena.

domingo, 13 de março de 2011

Terça-feira de Carnaval

O sinal primeiro partiu dos olhos. Fixos nos dele- negros feito uma noite tempestuosa- cheios de intensidade. De um desejo que meu corpo de carnaval queria, mas não tinha certeza se realizaria. O segundo, talvez tenha sido o modo como se aproximou. Como se, por toda a multidão, ele pudesse me sentir ou ver, como se num mundo preto-e-branco, só existisse a mim em cores.
A música ao redor nós não era tão sensual ou divertida, mas não chegava a ser um mero detalhe. O espaço entre nós se estreitou quase que expontaneamente, e antes de saber seu nome eu já podia sentir suas mãos ao redor da minha cintura. Seus lábios miravam os meus, mas desviaram antes de encontrá-los e se dirigiram, marotos, aos meus ouvidos ansiosos por seu inédito tom e som de voz.

Ouvi a risada antes das palavras. Um nome. Um elogio. Uma graça. Sorri. Pronunciei talvez as mesmas coisas. Talvez até as mesmas palavras. Pude ouvir a risada mais uma vez antes de encarar o rosto vivo e bonito novamente. Ele também sorria. O próximo passo era tão óbvio que eu me deixei fechar os olhos mesmo antes dos nossos lábios se tocarem. Os corpos já estavam devidamente entrelaçados, e minhas mãos pareciam ter encontrado seu lugar no cabelo peculiar. O tempo já não era tão importante e nós abusamos dele, indiscriminadamente. Me senti sorrir em seus lábios e percebi a música animada da noite de festa voltar aos meus ouvidos anteriormente entorpecidos pelo nosso primeiro contato. E pelo segundo também. Por todos eles. E com a música veio a separação lenta e indesejada, cheia de voltas e lábios e linguas e puxões - na camisa dele e na minha. Dei meu melhor sorriso, mas isso não significa que eu quisesse deixá-lo. Ele sorriu e me beijou, quase de leve, e nossos corpos se separaram com algum esforço.

"A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão

Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval."


Novo Amor - Maria Rita