Querido Cacá, Gordo, Batatão, Bolero, ou como preferir.
Não quero tomar muito do seu tempo, porém, queria tanto te falar das novidades, das não tão novas assim e, até dos fatos que continuam mesmos e que há um tempo não compartilhamos.
Os dias em geral, estão ficando cada vez mais quentes e os dias de inverno perdendo o característico clima frio, o qual gostávamos tanto e eu te via tão lindo com sua blusa de lã azul marinho com losangos cinzas.
A lua. Ahh, essa nunca deve mudar em nada. É perfeita. Toda vez que eu olho pra ela meu olhar reflete você. Incrível, não?
Bem, as pessoas, continuam todas, cada uma olhando para o próprio umbigo. As catástrofes continuam acontecendo. Descobri algumas músicas novas que queria te mostrar. Fui a lugares e senti sua falta neles.
E aquela sua mulher... eu a vejo todos os dias, aliás, eu a conheço muito bem. Tem uma expressão amarga, talvez de poucos amigos, mas é só olhar bem na superfície - não precisa chegar lá no fundo. E ver que ela te ama. Te ama muito. E o que você fez? Você a deixou. Assim como deixou a mim.
Me deixou um armário cheio de coisas : dengo, olhar, sobrenome, cabelos negros, carinho, mansidão, distração, caráter, lã de losangos cinzas e inclusive saudades. Tudo isso que era seu, você deixou pra mim, deixou em mim. Só que isso ainda não basta aos meus olhos e aos meus abraços.
Agora quero puxar-te as orelhas: Isso não se faz, my friend! Jamais faça isso novamente, você está me entendendo?A qualquer lugar que você for e quaisquer sejam os amigos que fizer, não os abandone dessa forma. E saiba que mesmo que me abandonasse cem vezes, cem vezes cem eu perdoaria você, que é o melhor dos melhores amigos que eu tenho. Mesmo não mandando mais notícias. À você o amor infinito.
Att. Camila Abreu
demais prima!
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