terça-feira, 23 de novembro de 2010

Voltando ao normal.

Lavei o rosto na água gelada a fim de deixar ir embora toda essa pilha de coisas negativas que tem se instalado em mim. Quero a leveza de um dente-de-leão ao vento, sorrisos e mais sorrisos. Meu mundo é mesmo lindo, só faltava eu perceber.

A pancada que mais dói.

"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de uma prima que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua preferindo o verão ao inverno, se ele ainda usa a camisa que eu gosto. Não saber se o nariz dele continua sangrando. Não saber se ele foi ao médico como prometeu, se ele tem assistido as aulas até às 22:20 hrs, se ele passou a se interessar por leitura, se ele continua bebendo antes de dirigir, se ele continua indo naquele lugar onde nós iamos juntos, se ele continua sorrindo, se hoje ele está com a barba por fazer, se continua não sabendo dançar, se ele continua pescando, se ele continua  amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ele está feliz, se ele está mais forte, se está mais belo. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Que fique claro:

Toda e qualquer centelha vinda de você, vai ser sempre interpretada por mim como um fogarél. Portanto, pare, por favor!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Das perdas inesperadas.

Já procurei em todos os lugares: debaixo da cama, atrás do espelho; olho pra todo canto procurando, mas de nada adianta. Meu sorriso se escondeu e parece não querer voltar agora. Pelo menos não hoje, essa semana, esse mês... Eu juro mamãe mortinha que estou tentando como posso. Quando estou com a cabeça no travesseiro prestes a dormir eu digo e repito insistentemente a mim mesma que ao amanhecer tudo será diferente: Amanhã eu vou sorrir o dia inteirinho, para tudo e para todos, principalmente. A beleza do dia está em minhas mãos!
Acontece é que na hora de botar para quebrar, eu simplesmente não tenho encontrado aquele riso solto e sem compromisso, que dizem ser minha marca. Acordo um tanto perdida, esquecendo tudo o que mentalizei antes de pegar no sono. Fico cinza. Falo cinza. Exalo cinza. Dezesseis horas por dia. Durante as restantes eu durmo. Sonho cinza. Tem sido assim. É uma pena, eu sei. Moça bonita de cara amarrada é a mesmíssima coisa que violão sem cordas. Serve para nada, no máximo dar uma olhadela nas curvas e encostar no canto novamente.



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Deixe-me apenas pedir um favor? Caso você encontre meu sorriso zanzando por aí,avise-me, devolva-me, pois ele tem feito puta falta a mim e a todos que me rodeiam. Obrigada.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desejos.

Hoje ao acordar, pedi a Deus que realizasse em mim algo lindo. Meu pedido foi atendido. Me concedeu entendimento e força para passar por cima do coração apertado e te desejar AS MELHORES COISAS DO MUNDO! Sim, mesmo que eu não esteja incluida.
Desejo que dos amores da vida, você conheça apenas o lado bom e que a cada novo dia você tenha um, ou mais motivos para carregar um brilho lindo no olhar, o brilho que eu conheço.
Desejo que a cada dificuldade que surgir você esqueça as palavras medo e desânimo, que as troque pela palavra OUSADIA. Pois o triunfo é daqueles que arriscam sem medo de fracassar ou sofrer.
Não vou desejar uma vida doce e serena, porque eu sei que você gosta mesmo é de ação. E se é isso que você verdadeiramente quer, que assim seja!
Desejo que saiba usar cada segundo de vida que lhe for concedido. E quando não souber, que venha um novo e mais bonito dia para que possa concertar os erros e seguir em frente. Se alguém te pedir desculpas por uma falha, aceite, perdoe. Pode ser que em determinado ponto do caminho você precise desenfreadamente do perdão de alguém  e será ótimo se você o tiver.
Que seus pais sejam os mais alegres possíveis, que te apoiem e te deem colo sempre que precisar, não importando qual for a sua idade.
Se por algum motivo você vier a ficar triste, que seja um momento breve e que haja sempre uma lua cheia no céu para colocar mais cor no seu sorriso e na sua vida! Que tenha sempre alguém te esperando com um carinho, um beijo quente e um chocolate! Que a cada ano que passe você comemore novas conquistas; carreira, família, que tudo caminhe em perfeita harmonia. E o mais importante de tudo: quando tiver noventa e nove anos, ainda tenha esse jeito encantador, jeito de menino moldado na forma de um homem. Que olhe para trás e diga que a vida valeu à pena!
E lembre-se, todas as vezes que eu pensar em um anjo, esse, sempre será você!

Com todo o carinho existente em mim.

Destroços.

No tempo de cinco ou sete minutos abri e fechei o zíper da bolsa umas quarenta e oito vezes. O que só comprova o que eu já sei: meu grau de ansiedade anda num altíssimo patamar. Falando a verdade ansiedade não é a palavra adequada, porque não tem nenhum acontecimento extraordinário por vir, não que eu saiba. Talvez a palavra certa seja corrosão. Isso, desgaste interior. Consumida pelo atrito do coração burro com uma cabeça mais burra ainda. E essa tal corrosão tem me deixado com os mesmos sintomas da ansiedade, a diferença é que junto, traz uma dose bem acentuada de dor. Daquelas  que paracem rasgar tudo por dentro quando ingeridas. A parte mais complexa disso tudo é que eu estou ciente do motivo dessa enchorrada de sensações aflitivas. Mais do que ciente, eu estou culpada por elas. Mas por hora, eu ainda tenho coisas que desviam esses meus devaneios. Tenho encontrado conforto em beijos de mãe, dança e cheiro de mato verde - os únicos analgésicos que tem deturpado, ao menos em parte do dia, essa pieguisse q tem me assombrado - O efeito não dura muito mas enquanto dura é bom. Ainda são eficazes na tentativa de me salvar de mim mesma.

sábado, 6 de novembro de 2010

Fica combinado assim:

- Você me liga amanha?
- Ligo, sim!
- Então não diz que liga.
- Como assim?
- Se você disser que vai ligar, eu vou ficar aflita esperando.
- Então não ligo!
- Nããoo, faz assim: Não diz, MAS LIGA!