quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Destroços.
No tempo de cinco ou sete minutos abri e fechei o zíper da bolsa umas quarenta e oito vezes. O que só comprova o que eu já sei: meu grau de ansiedade anda num altíssimo patamar. Falando a verdade ansiedade não é a palavra adequada, porque não tem nenhum acontecimento extraordinário por vir, não que eu saiba. Talvez a palavra certa seja corrosão. Isso, desgaste interior. Consumida pelo atrito do coração burro com uma cabeça mais burra ainda. E essa tal corrosão tem me deixado com os mesmos sintomas da ansiedade, a diferença é que junto, traz uma dose bem acentuada de dor. Daquelas que paracem rasgar tudo por dentro quando ingeridas. A parte mais complexa disso tudo é que eu estou ciente do motivo dessa enchorrada de sensações aflitivas. Mais do que ciente, eu estou culpada por elas. Mas por hora, eu ainda tenho coisas que desviam esses meus devaneios. Tenho encontrado conforto em beijos de mãe, dança e cheiro de mato verde - os únicos analgésicos que tem deturpado, ao menos em parte do dia, essa pieguisse q tem me assombrado - O efeito não dura muito mas enquanto dura é bom. Ainda são eficazes na tentativa de me salvar de mim mesma.
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