- "Ahh, querida, que saudade de dançar! Ir ao baile e ficar agarradinha com o amor! "
O papo já começou nesse doce sem fim.
Ainda ontem, eu fui fazer uma vizitinha a uma certa vovó emprestada, a qual eu adoro ouvir contar histórias. A partir do momento em que eu cruzo o portão, se por algum motivo eu estiver desacreditada, ela, sem muito esforço, me faz voltar a crer que o amor move o mundo. Eu com meus cinquenta e cinco anos a menos, não tenho tanto amor exalando pelos poros, nem tanta enegia e feminilidade. O que eu fico mesmo é intrigada e vidrada naquela voz ingênua que narra, entre um riso e outro, histórias de toda uma vida. As amizades juradas eternas e que hoje estão apenas nas recordações. O cinema com o namoradinho da adolescência. As declarações de ao primeiro marido. A dor de perdê-lo. A mágica de encontrar outro amor e ter por ele uma paixão tão ardente como fosse o primeiro.
-" Sabe, não tem nada melhor do que sair a noite (hihihih) encontrar os amigos queridos, colocar um vestido provocante e me sentir bonita para o meu amorzinho. Né, amor?
Então presta atenção filha: você é uma garota especial e linda(apesar de estar um pouco magrinha). Tenho certeza que seu Príncipe Encantado vai chegar para te mostrar como é bom morrer de amores e continuar vivendo. Mas enquanto ele não chega, vá vivendo a sua vida, pois dizia uma velha amiga: As melhores coisas do mundo são namorar e pescar de peneira".
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Nunca pesquei de peneira e creio que nunca vou saber se isso é realmente uma das melhores coisas do mundo. Prefiro continuar acreditando na parte em que chega um tal Príncipe, vai que chega mesmo...
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